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Aprender o valor do respeito consigo mesmo e com os demais é um dos aprendizados de interação social mais importante que qualquer menino ou menina deve aprender desde a sua mais tenra idade. O respeito é a base para uma correta convivência e não há dúvidas que é na família onde se constroem a sua base.

Na atualidade parece que as crianças têm grandes dificuldades para respeitar as figuras de autoridade, sejam dos seus pais, seus mestres ou professores. A origem dessa perda de respeito é complexa, mas tem muito a ver com a forma de educar as crianças e ao papel que lhes estamos outorgando na sociedade atual. A família se tornou muito mais permissiva, centrada na criança e no seu bem estar.Hoje em dia temos colocado a criança no centro de todas as atenções e, equivocadamente, muitos pais buscam unicamente satisfazer aos seus filhos evitando-lhes qualquer conflito, problema ou frustração. Parece que já não somos capazes de contradizer-lhes, enfrentá-los ou negar-lhes qualquer coisa que nos pedem, criando deste modo crianças mais egoístas, com altas demandas, impulsivas e inclusive agressivas.


As crianças não respeitam aos seus pais porque não estão aprendendo a fazê-lo, já que vivem acreditando ser o centro do universo. Por isso é necessário parar, refletir e ensinar-lhes como fazê-lo. Esta reflexão prévia é necessária para ver em que estamos nos equivocando e como aplicar os seguintes conselhos para que as crianças aprendam a respeitar aos seus pais.


Se os pais querem que seus filhos os respeitem, eles devem ser os primeiros a dar o exemplo. Devemos ser respeitosos com nossos filhos, mas não somente com eles. As crianças aprendem fundamentalmente pela imitação, por isso elas deverão observar como a gente interage com respeito com aquelas pessoas que encontramos diariamente: amigos, conhecidos, vizinhos, professores, chefes, empregados... Mas também devemos explicar o que significa o respeito e por que é tão importante. Para isso, devemos:


Oferecer o melhor exemplo de respeito entre nós, os pais.

Quando os filhos vivem em um ambiente de respeito e tranquilo é mais provável que eles também sejam assim. Os lares onde impera a falta de respeito entre os progenitores constantemente geram um clima propício para que germine a semente da intolerância e da agressividade nos nossos filhos.


Escutar sem interromper suas opiniões.

Os seus problemas e conflitos são tão importantes quanto os nossos. Aprendamos a escutar-lhes.


Ser sinceros nas nossas mensagens.

Não mentir a eles, nem defraudá-los ou enganá-los. Não existe nada mais forte para minar o respeito e a confiança numa pessoa do que mentiras e enganos contínuos.


Ser amáveis com eles, ensinando-lhes o valor das palavras:

por favor, obrigado, sinto muito. Pedir perdão no caso em que nos equivoquemos e agradecer-lhes o seu esforço em ajudar-nos.


Evitar dar-lhes tudo quando pedem no momento em que pedem.

Deste modo conseguiremos evitar nos converter em ‘pais caixas-automáticos’ ou meros cumpridores de desejos. E, ainda que todos queiram filhos felizes, os pais devem cumprir o papel que nos é devido e saber dizer ‘não’ nos momentos em que são necessários, sem medo nem temor às suas reações diante das frustrações.


Falar-lhe sem gritar.

Os gritos não nos dão mais autoridade nem credibilidade nem infundem respeito. Os gritos e as más formas incentivam o medo e afastam os nossos filhos da gente. Os gritos são o alimento perfeito para a desobediência e a desconsideração.


Corrigir-lhes de um modo positivo quando nos contradizem.

Quando uma criança nos responde ou contradiz é bom mostra a eles que o seu modo de nos contestar não é correto. Devemos ensinar que existem outros modos de dizer a mesma coisa sem ser agressivo, reclamar demais ou ser mandão. No início a gente dará exemplos que sejam necessários.


Estabelecer normas ou regras de convivência claras.

As normas ou as regras da casa ajudam aos membros da família a manter uma boa convivência. O respeito mútuo nos ajuda e facilita a harmonia familiar, como, por exemplo, não interromper quando mamãe ou papai estiverem ao telefone ou pedir as coisas com um respeitoso ‘por favor’.


Ser coerentes e consistentes nas nossas atitudes

Para que nossos filhos saibam que aquilo que está mal não acontece somente porque tivemos um dia ruim, mas porque algo não está correto sob qualquer circunstância. Se uma das normas é ‘não se pode pular no sofá’ não deixaremos que a criança o faça na casa dos avós, em um hotel ou porque temos visita e não queremos forjar uma cena.


Impor limites ao tom de voz.

Sob nenhuma circunstância devemos permitir que nossos filhos nos insultem ainda que acreditemos que sejam muito pequenos para entender o que estamos dizendo. Diante de qualquer insulto ou falta de respeito a gente deve ser firme e claro, explicando-lhes que esse tipo de comportamento não é admitido na nossa família.

Finalmente, trata-se de ganhar o respeito sem ter que impor nada. Ter autoridade sem cair no autoritarismo e educar as crianças com valores tão importantes como a tolerância, o respeito ou a amabilidade.


Sara Tarrés Corominas

Psicóloga infantil

Orientadora infantil

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Amar e dedicar afeto aos nossos filhos é fundamental para que cresçam saudáveis sob todos os aspectos.



Mas qual é a diferença entre afeto e superproteção?

A diferença entre afeto e superproteção é muito sutil. Na ânsia de querer que nossos filhos sejam as pessoas mais felizes do mundo impedimos também que eles cresçam conhecendo o que é certo e o que é errado, que aprendam a lidar com as frustrações que acontecerão em todos os momentos de suas vidas, que amadureçam e se transformem em pessoas de verdade, sem os apelos sociais em que vivemos atualmente.

Amar nossos filhos significa torna-los pessoas de verdade! Significa que precisamos corrigi-los sempre que necessários. Significa estar ao lado deles ensinando a serem pessoas do Bem!

Superproteger é um dos maiores danos que podemos causar aos nossos filhos e também à sociedade.


Como podemos educar nossos filhos fazendo deles pessoas felizes, autoconfiantes e saudáveis?

Educar, de verdade, nunca foi nem será uma tarefa fácil. Infelizmente temos uma realidade socioeconômica que muitas vezes leva as famílias a reduzir o tempo de convivência. Mas a qualidade do tempo é mais importante que a quantidade dele.

Quando estiver com seu filho, esteja com ele! Converse, brinque, abrace, ensine o que é certo e também o que é errado. Corrija o que não estiver legal, ensine seu filho a ter autonomia e independência.

Não trate seu filho como se ele fosse um rei ou uma rainha, um príncipe ou uma princesa. Um filho é tudo para seus pais, mas nossos filhos precisam aprender que não são melhores que ninguém! E esta lição se aprende em casa, desde muito cedo.


Existe alguma dica que ajude os pais a educarem seus filhos sem correr o risco de superprotegê-los?

Existem algumas orientações que podemos utilizar no cotidiano para tornar menos difícil a educação de uma criança:

  • Chame seu filho pelo nome que você escolheu para ele. A criação da identidade é fundamental para a construção do sujeito. Apelidos são carinhosos, mas precisam ser usados com cuidado e coerência.

  • Crie hierarquia dentro de sua casa. Um pai e uma mãe precisam ter autoridade sobre seus filhos; e autoridade não tem nada a ver com autoritarismo ou agressão. A criança pede limites para ser conduzida ao longo de sua vida.

  • Não se transforme em um serviçal para seus filhos. Podemos fazer um mimo, mas nunca devemos satisfazer todas as suas vontades.

  • Diga ‘não’. Ensine seu filho o valor do ‘não’.

  • Afeto e amor não se compra com presentes. Não compense sua ausência de presença ou de afeto com presentes. Caso contrário chegará um momento em que sua presença só será importante para a satisfação de seus desejos.

  • Entenda que dar tudo o que você não teve na sua infância não é garantia de que seu filho será feliz. Lidar com a falta também é necessário.

  • Ensine ao seu filho que ele é uma criança como outra qualquer; não somos melhores nem piores do que ninguém.

  • Ensine seu filho a ter responsabilidades desde cedo. Isto ele aprenderá dentro de casa e levará com ele aonde for.

  • Lembre-se de que nossos filhos precisam ser melhores pessoas do que nós somos ou fomos.

  • Crie seus filhos para o mundo: chegará o dia em que precisarão cuidar de suas próprias vidas e é melhor que tenham aprendido as lições necessárias dentro de casa, com seus pais.


Valeska Magierek (formada em Psicologia pela UFSJ, com especialização em Neuropsicologia pela FUMEC e mestrado em Psicobiologia na Escola Paulista de Medicina (UNIFESP); atua há mais de 20 anos na área de Psicologia Infantil e Neuropsicologia; é coordenadora clínica do Centro AMA de Desenvolvimento em Barbacena.

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O que é esporte?

Muitas pessoas tendem a confundir esporte e atividade física. A diferença entre eles está no fato de que o esporte é uma atividade física organizada, ou seja, qualquer esporte é atividade física, mas nem toda atividade física é esporte. Qualquer movimento do corpo que provoque gastos de energia é uma atividade física, seja levantar, sentar, andar, carregar coisas etc.

Quando falamos em esporte, estamos denominando um tipo específico de atividade física que possui características como competição, institucionalização, esforço físico e habilidades motoras específicas, padronização de espaços e regras, além da formação dos grupos. Quando analisamos o esporte em suas especificidades, podemos perceber porque ele é tão importante no desenvolvimento infantil.





Quais os benefícios do esporte na infância?

O esporte, enquanto atividade física organizada, é importante não apenas para o desenvolvimento físico e motor, mas também para o desenvolvimento social das crianças. A partir de suas regras e condições, as crianças conseguem compreender formas de relacionarem-se com os outros, trocando experiências, competindo e ajudando uns aos outros.

Alguns autores defendem que a prática esportiva infantil é capaz de prevenir muitos adoecimentos futuros, como o estresse, problemas respiratórios, cardíacos, de coluna e outros. Isso porque, a partir da prática de esportes, as crianças desenvolvem força óssea e muscular, além de melhorarem o desenvolvimento físico. Outro aspecto relevante é o desenvolvimento da coordenação motora, sendo cotado, inclusive, como agente melhorador na escrita, uma vez que permite relações mais eficientes com os objetos e limites materiais (como o lápis e a folha de papel).


O esporte na infância pode ser prejudicial?

É importante que pais, professores e educadores físicos estejam sempre atentos ao tipo de esporte que as crianças praticam. O esporte praticado deve ser adequado à idade, ao peso, ao sexo e ao tamanho de cada criança. Para evitar que haja qualquer tipo de sobrecarga ou prejuízo no desenvolvimento, é importante que toda prática esportiva na infância seja precedida de uma análise das condições físicas de cada criança, para procurar o esporte mais adequado às suas condições musculares, ósseas, respiratórias e cardíacas.

Outro aspecto importante é a variedade. Como a criança tem energia e curiosidade, é importante explorar mais de um esporte, não apenas para que ela tenha contato com diferentes regras e organizações da atividade física, mas para proteger o corpo de repetições que possam ser prejudiciais ao desenvolvimento. Alguns autores propõem que se trabalhe com sistemas de compensação, como: natação e balé (um para desenvolver força e resistência respiratória e o outro para trabalhar equilíbrio, postura e ritmo).


Deve-se destacar também a importância do papel da família no desenvolvimento da relação da criança com o esporte. É sempre importante lembrar que não há benefícios nas exigências e cobranças exageradas dos pais em relação ao rendimento. A forma como as crianças vão se relacionar com a prática esportiva em muito depende da forma como seus pais o fazem. É bastante complicado para uma criança compreender porque ela tem que se exercitar, se os pais não gostam de fazer exercícios.


Existe idade ideal para começar a prática esportiva? Muitos autores defendem que a atividade esportiva deva começar a partir dos seis anos, mas isso não impede que antes desse momento a criança faça atividades físicas. A idade pré-escolar é a mais indicada, justamente porque é um momento em que o desenvolvimento físico e a socialização estão despontando. Um bebê pode fazer atividades físicas, como natação, mas como estamos compreendendo o esporte em sua forma de organização, é importante que a criança esteja em uma idade em que é capaz de compreender as regras e lidar com as angústias e alegrias do convívio e da competição.

Como saber mais? Alguns livros, como “Esporte e Atividade Física na Infância e na Adolescência”, de Dante de Jose Júnior, são muito esclarecedores. Para tratar dos aspectos educativos, o livro “Brincadeiras e Esporte no Jardim de Infância”, de Liselott Diem, é um clássico introdutório à questão. Juliana Spinelli Ferrari Colaboradora Brasil Escola Graduada em psicologia pela UNESP - Universidade Estadual Paulista Curso de psicoterapia breve pela FUNDEB - Fundação para o Desenvolvimento de Bauru Mestranda em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano pela USP - Universidade de São Paulo


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